fbpx

NOSSOS COLUNISTAS SÃO A HISTÓRIA

Acompanhe nesta seção, todas as histórias, dicas e sugestões sobre o Esporte a Motor , da importância do Patrocínio e de todos os assuntos que fazem o nosso esporte o esporte mais emocionante do planeta

Colunista

Mario Sergio Turiani

Piloto - Empresário

Nosso Colunista

MSergio Turani

Minha primeira história

Sou apaixonado por automobilismo desde que me conheço por gente.

Lembro-me de ter assistido ao título de 1972 ou 1974 do Emerson Fittipaldi. Não sei exatamente qual foi. Nasci em 1964 e acho que deve ser uma das coisas mais antigas que consigo lembrar…

Outra recordação antiga que tenho sobre automobilismo é que eu perturbava muito meus pais, quando havia algum “parquinho” de diversões com pista de carros. Nem sempre era uma corrida. Muitas vezes era apenas para contornar um circuito pequeno.

No extinto Playcenter havia uma pista de kart e meu pai deixou que eu participasse de uma corrida. Um detalhe que me lembro é que eu estava no lado direito da pista, atrás de um piloto e do lado esquerdo havia outro. Eles me “travaram” e então eu pisei forte no freio para que o piloto da esquerda me passasse e assim, saí para a esquerda e passei por ambos !!! Foi uma sensação fantástica, ter conseguido fazer aquela manobra.

Por questões financeiras e familiares, nunca tive a oportunidade de sentar em um kart de competição de verdade e me iniciar no esporte.

O tempo passou, cresci, me formei, trabalhei e conquistei minha liberdade financeira, bem confortável. Sempre acompanhei Fórmula 1, Indy com seus vários nomes, mas nunca me aventurei a ir a um kartódromo. Primeiro porque eu não tinha a ideia de onde existiam, se pagava para estacionar, para entrar, se poderia entrar mesmo sem corridas, etc.

Em uma tarde de dezembro de 2012, voltava de uma visita a um cliente, trafegando pela Rod Fernão Dias, quando na altura de Atibaia e passei por um kartódromo. Não sabia que ele existia. Passei e pensei: “Não tenho outro compromisso hoje. Sempre fui apaixonado por isto. Acho que vou retornar tentar entrar”. E assim o fiz.

Estacionei e perguntei se poderia conhecer o local. Fui recebido de forma gentil, mas não me recordo por quem. Disse que era a primeira vez que eu entrava em um kartódromo e perguntei se poderia pilotar. Acho que era uma terça feira e estava vazio. Eu estava com roupa social, paletó e gravata. Disseram que não havia bateria mas que um mecânico alugava kart e estava por lá. Fui até ele e fiz várias perguntas, inclusive sobre a venda de algum kart usado. Ele me mostrou um F4 (na época não tinha a menor ideia do que seria isto) com adesivos de carenagem bem danificados. O preço baixo me surpreendeu e fiquei tentado a comprar. Fiz uma foto em baixa qualidade com um Nokia e mandei para minha esposa. Ela pergunto: “você está com a intenção de comprar esta m…. ?”. Pensei bem e desisti. Mas perguntei se poderia dar algumas voltas. Paguei para andar por 1 hora, mas começou a chover (eu estava com sapato social e um macacão emprestado pelo mecânico) e desisti quando quase bati em uma curva, depois de ter dado 3 voltas.

Aí a coisa saiu do controle. Nos dias seguintes comecei a pesquisar no Google, onde havia lojas e kartódromos. Liguei para a Kartstore em Interlagos e um vendedor me atendeu com muita atenção. Ficamos conversando por muitos minutos. Eu estava em Itaquaquecetuba e decidi: vou a interlagos conhecer a loja.

Devo ter uma foto desta visita. Quando encontrar, irie publicar aqui.

Como moro na região de Campinas, passei a pesquisar sobre a existência de outros kartódromo e encontrei notícias sobre Nova Odessa, recém inaugurado. Minha esposa me acompanhou até lá e fui muito bem recebido por um dos proprietários, o Moacir “Moa” que me mostrou todo o kartódromo, até mesmo lugares que nem estavam concluídos. Então eu quis andar em um kart de aluguel, mas todas as baterias já estavam completas ou eram fechadas. Voltei para casa frustrado. Fui novamente na semana seguinte e aconteceu a mesma coisa. Disseram que eu deveria ter ligado e marcado um lugar, durante a semana. Fiz desta forma e na terceira vez é que consegui participar de uma bateria. A sensação foi fantástica. A descarga de adrenalina foi tanta que eu não conseguia relaxar à noite.

Na semana seguinte, resolvi ir novamente à Nova Odessa, agora mais relaxado e mais “ambientado”. Mas como não havia marcado lugar na bateria, não consegui correr novamente. Assim, depois da terceira frustração, resolvi ter meu próprio kart !!!

 

FAZENDO ACONTECER

Comecei a pesquisar preços e o “Moa” me levou à loja no kartódromo. Conversei com o Evandro Camargo, que me passou um orçamento para ter um kart novo, motor e chassis. Era o triplo do preço do kart usado de Atibaia. Então perguntei ao Moa se compensava comprar um usado para começar ou um novo. E a resposta foi bem objetiva: “se vc tem dinheiro, compre um novo, pois se comprar um usado e gostar, certamente irá trocar rapidamente”.

Comprei um Mini e um motor Honda F4. Nesta altura já era época do carnaval e o Evandro disse que a fábrica estava com atraso na entrega e só poderia montar depois do carnaval. Ansiedade à milhão, com um feriado inteiro sem ter o que fazer. Passados os dias de folga, o Camargo me liga e disse que o motor e o chassis haviam chegado. Lembro até hoje da alegria que senti. Assim ele disse que iria montar (como assim ? não entregam tudo montado ??) no final de semana e eu poderia dar as primeiras voltas.

Para mim, tudo era um mistério. Eu já escrevi sobre isto em meu perfil. Eu achava que se me aproximasse de um box e ficasse olhando para dentro, o mecânico iria baixar a porta sem falta nada, ou cobrir o kart… sei lá. Como vemos na F1, onde o segredo é grande. Então perguntei ao Camargo se eu poderia filmar a montagem e fotografar. Ele riu e disse que sim.

Então fui até Interlagos e comprei macacão, sapatilha, luvas, balaclava, protetor de costela, cervical… o capacete comprei em uma loja de motocicletas, pois achava que era tudo igual e na loja especializada, era caríssimo…

Bem, lembro que um amigo havia comentado que eu iria gastar por volta de R$ 3.500,00 para ter um kart. Mas depois de comprar os equipamentos, a carreta, o engate para o carro, bolsa para transportar o equipamento, já havia gasto mais do que isto e nem kart eu tinha !!!

Chegou o final de semana, coloquei a filmadora no tripé e peguei a máquina digital. Filmei tudo e fotografei tudo !! Detalhe por detalhe. Comprei um banco Pavão vermelho com proteção lateral. O mecânico que auxiliava o Camargo, jogava as ferramentas no banco e eu tirava sem falar nada, colocando na parte inferior do carrinho. Ele jogava e eu tirava. Anos depois ele confessou que fez de propósito, depois que eu tirei pela primeira vez… rsrsrs.

Ok, tudo montado e ajustado. Chassis zero, motor zero, pneus vermelho zero, escapamento brilhando, macacão e tudo mais cheirando estoque de loja. Chegou a hora de dar as primeiras voltas. O Camargo perguntou se eu já havia pilotado e eu disse que sim. Só não falei que foi só uma vez e de aluguel. Então ele disse para ir devagar (ufa !!) pois teria que amaciar o motor (o quê, ainda tem isto ???).

Então fui para a pista. Sem noção nenhuma do que eu tinha que fazer. A única coisa que ele falou era para eu acelerar progressivamente e não esticar. Seria uma entrada de 15 min, descanso de 15 min, mais outra entrada e descanso e depois poderia ser “pé embaixo”. Minha esposa fotografou tudo (ela ia comigo todos os finais de semana, nos 3 primeiros anos. Não curtia nada disto, mas estava sempre comigo me apoiando, filmando e fotografando).

Assim terminamos o primeiríssimo treino, já escuro da noite. Sem acidente, claro que errando totalmente o traçado, mas com cuidado para não danificar nada. Agora eu tinha meu próprio kart e não acreditava nisso (confesso que meus olhos encheram de lágrimas agora, enquanto digitava esta frase).

Acabamos o treino, o pessoal ajudou a colocar o kart na carretinha, amarrar com a catraca (não tinha ideia como fazer isto e nem como liberar a catraca, quando cheguei em casa…rsrsrs).

Foi um dos dias mais felizes da minha vida, materialmente falando.

Aqui estão algumas fotos deste dia. Nas próximas colunas, irei comentar o que é a vida de um praticante de kartismo, que acha que já sabe muito, como escolher o número do kart, como é participar da primeira corrida, etc, etc, etc.

E para concluir, deixo a frase de um grande amigo e parceiro do kartismo, Edilson Staff: “quando vc compra um kart, te entregam todo o equipamento, mas não falam que junto com ele, virão grande amigos”.

Esta frase é perfeita !

 

GALERIA DE IMAGENS

Clique para aumentar, baixar ou compartilhar nas Redes Sociais

Apoio

Seja um apoiador

Pilotos na Web

Este site é um serviço de Pilotos na Web

Faça parte da maior comunidade de pilotos , equipes e preparadores do Esporte a Motor do Brasil. O lugar certo para todo campeão do esporte manter seu site e e divulgar suas conquistas, seus calendários e seus patrocinadores, sua equipe e apoiadores.

Pilotos na Web 11-94012-5057 e 11-98290-4640 * 2019/2020 - São Paulo - Brasil
Uma parceria Izynet Videos e Internet Marketing & Tikqt Produtos Digitais